Aos 36 anos, Cacá Bueno se mostra incansável. Tanto na briga por vitórias e campeonatos ele está na disputa direta do título na Stock Car, GT Brasil e Copa Fiat como na batalha pela melhoria do automobilismo nacional. Com a autoridade de quem venceu 50 corridas no país, o carioca apontou todos os problemas que assolam o esporte que ama. Não por reclamar ou por vaidade.
- Brigo para que as coisas sejam melhores. É meu dever, vivo do automobilismo disse Cacá, que volta a correr neste domingo em Interlagos, pela Copa Fiat (larga em terceiro lugar), após o acidente em Curitiba, no qual foi posto para fora da pista por Edson do Valle e capotou.
Cacá criticou os critérios adotados pelos comissários desportivos, a redação dos regulamentos e confirmou que há problemas na coleta dos exames antidoping nos autódromos:
- Na etapa do Rio, há uns dois anos, fiquei numa fila de seis pilotos. Tinha um cara só e ele ficava anotando num papel, numa sala suja, num banheiro sujo, certamente não era climatizado ou esterilizado. E você fica com medo de ter uma contaminação e pagar um preço que não deveria. Mas pelos resultados que saíram, não houve um caso positivo por contaminação.



