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Quinta, 20 de novembro de 2008, 22h54 Precisando da vitória para manter a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, Figueirense e Náutico se preocuparam muito mais em atacar do que defender na noite desta quinta-feira e, assim, protagonizaram um confronto de sete gols.
Melhor para o time catarinense, que venceu por 4 a 3 na estréia do técnico Pintado. Foi a primeira vitória do comandante neste Brasileirão – antes, dirigindo o Náutico, acumulou apenas cinco derrotas e um empate antes de ser demitido. Assim, o Figueirense mantém a esperança em se manter na Série A para 2009, já que agora é 17º colocado, com 38 pontos. Já o Náutico permanece perigosamente próximo da zona da degola – é o 16º colocado, com 40 pontos. A briga para não cair para a Série A segue ainda mais embolada, há dois jogos do final. O jogo - No embate entre dois times de campanhas sofríveis no Brasilirão, os treinadores deixaram claro que a motivação seria o grande combustível para um possível vitória e, assim, o confronto começou em velocidade alucinante em Florianópolis. Bastou apenas um minuto de bola rolando para sair o primeiro gol. O Figueirense se jogou ao ataque no primeiro lance e esqueceu de cuidar da retaguarda. Após roubada de bola, Felipe recebeu belo lançamento dentro da área e, livre, tocou na saída mal feita do goleiro Wilson para inaugurar o marcador. Mas a alegria pernambucana durou apenas dois minutos. Pouco depois, Marquinho cobrou falta na área do Náutico, o goleiro Eduardo saiu mal do gol e Tadeu apenas desviou de cabeça para empatar o jogo. O jogo continuou aberto e, aos 9 minutos, o Figueirense conseguiu a virada. Rafael Coelho passou por dois marcadores de uma só vez na lateral-direita, invadiu a área e cruzou para o meio da área. Na marca do pênalti, Cleiton Xavier bateu de primeira, virando o placar. Mas o Timbu não se deixou abalar. Pouco depois de quase marcar em interceptação de Hamilton, Vagner aproveitou cruzamento para subir sozinho na pequena área e testar para o fundo das redes. Ainda antes do intervalo, o Figueirense fez o quinto gol do confronto, também em jogada área. Marquinho cruzou em direção à área aos 44 minutos e Diogo sequer precisou pular para cabecear e desempatar mais uma vez o jogo no Estádio Orlando Scarpelli. De volta para o segundo tempo, o espetáculo acabou prejudicado pelas condições climáticas da capital catarinense. A chuva apertou e o gramado foi se deteriorando, fazendo com que os atletas perdessem o equilíbrio, ‘patinando’ e caindo. Nem mesmo isso impediu que mais gols saíssem. Conforme a vitória do Figueirense ia sendo confirmada, o técnico Pintado alterou o time para se fechar, enquanto Roberto Fernandes enchia o Timbu de atacantes. Aos 26 minutos, Felipe recebeu ótimo passe de Geraldo e apenas esperou a saída de Wilson para definir a finalização e empatar o confronto. Foi a vez de Pintado jogar o anfitrião para frente, mas a entrada do meia Rodrigo Fabri, que pretendia aumentar a ofensividade em campo, acabou frustrada: após apenas dois minutos em campo, o jogador fez falta dura no meio de campo e acabou expulso. Mesmo com um a menos, o Figueirense seguiu pressionando. Aos 37 minutos, o zagueiro Bruno Perrone subiu mais alto que a zaga do Náutico e cabeceou. A bola ainda tocou a trave antes de morrer dentro do gol, longe do alcance do goleiro Eduardo. Os minutos finais foram eletrizantes mas, apesar de diversas chances desperdiçadas, o placar de sete gols acabou favorável ao anfitrião - Ricardinho ainda acertou a trave no final. Gazeta Esportiva |