Brasil e Portugal fizeram um espetáculo inesquecível para os amantes do futebol na noite desta quarta, no estádio Bezerrão. A torcida vibrou, cantou, fez a famosa "ola" e ainda pôde ver de pertos os maiores jogadores de futebol nacional em uma partida de oito gols. Entretanto nem tudo foi festa no estádio Bezerrão, uma super lotação ficou evidente na arquibancada coberta inferior.
Antes do início da partida a festa ficou por conta da torcida. Muitas homenagens a Kaká e Cristiano Ronaldo com cartazes, faixas e várias outras demonstrações e afeto. Outras com irreverência, "Obina é seleção", e até críticas ao treinador Dunga.
Pelé deu o pontapé inicial da partida e recebeu uma homenagem ao 39° aniversário de seu milésimo gol marcado justamente dia 19 de novembro, no estádio Maracanã. Felipe Massa, piloto de Fórmula 1, também recebeu homenagens, mas na hora do intervalo. O hino foi cantado por Zezé de Camargo, visivelmente emocionado.
Mas, nas arquibancadas a festa deu um tempo. Para muitos presentes na ala inferior da arquibancada coberta o tumulto chamou mais a atenção do que a própria partida. Pessoas pelos corredores, identificação mal posicionada e muitas pessoas, poucos assentos e várias outras reclamações.
O presidente da Federação Brasiliense de Futebol, Fábio Simão, avisou antes da partida, "Os lugares serão numerados e cada pessoa terá que assentar-se no local de seu bilhete, quem não o fizer vai ser orientado a se retirar", mas não foi o que aconteceu. Muitos ficaram em pé e a lotação aparentou estar excedida.
Wilson Viana, 32, era um dos torcedores presente e insatisfeito com todas as questões de desrespeito ao público. "É um absurdo, a gente paga caro pelo ingresso e fica de pé. Era melhor pagar mais barato para ficar em pé do outro lado", afirmou acompanhado da esposa e do filho de sete anos, espremidos pelo "empurra empurra" formado nas arquibancadas. Wilson ainda exclamou, "Se eu soubesse que era assim eu não viria", concluiu.