|
|
|
|
|
"Não vejo por que não ficar", diz Bernardinho, sobre futuro |
|
Domingo, 24 de agosto de 2008, 10h42 O técnico Bernardo Rezende não confirmou, mas deu a entender que permanecerá no comando técnico da Seleção masculina de vôlei para mais um ciclo olímpico.
"Não vejo por que não (ficar). Mas agora é momento de fazer balanço. Não sou homem de desistir das coisas. Gosto de desafios e há um desafio enorme pela frente. Não de reconstrução da equipe, mas de um novo caminho, substituição de algumas peças e de continuar a ser competitivo", comentou. Minutos após a derrota na final para os Estados Unidos, Bernardinho já foi abordado por um jornalista polonês, que afirmava que o presidente da federação daquele país iria atrás do técnico brasileiro. Ao polonês, Bernardinho falou. "Primeiro vou resolver minha situação com o Brasil e depois vou pensar em outras coisas, agora não é hora", completou. Do time que ganhou medalha de prata em Pequim, Gustavo e Ânderson já anunciaram oficialmente a aposentadoria da Seleção. O capitão Giba tem o futuro ainda no ar, e os outros devem continuar. "O resultado não pode ser visto como fracasso. Se eu perguntasse o seguinte. 'Vamos trabalhar oito anos, trabalhar duro, ganhar uma medalha de ouro olímpica, uma de prata, seis Ligas Mundiais, dois campeonatos do mundo, duas copas do mundo e um Pan-Americano. Vocês aceitariam?'. É uma derrota, mas os EUA mereceram. Minha tristeza é maior porque vou perder convívio com alguns deles, foram oito anos de um querer bem, de uma aproximação muito grande. Tristeza nesse aspecto. Frustração pela derrota, mas ela faz parte do esporte", disse o técnico. Para Bernardinho, depois de ter virado referência para as outras seleções, o Brasil foi ultrapassado e agora precisa estudar as "coisas novas" que foram mostradas nos Jogos de Pequim. Além dos americanos, campeões olímpicos e da Liga, outro rival para os próximos anos é a Rússia, um time jovem e "fantástico". Durante a primeira fase, a Rússia chegou a vencer o Brasil, mas caiu diante dos EUA em cinco sets nas semifinais e ficou com o bronze. "Hoje os Estados Unidos tiveram competência de fechar os sets. Nós pecamos um pouquinho nos contra-ataques e nosso saque foi abaixo. O resto foi luta. Tivemos a chance no segundo set de recuperar, mas não conseguimos. E no quarto set estivemos na frente o tempo todo. Ganhamos tantas competições com bola batendo na trave e entrando, hoje bateu e saiu. É parte do jogo. É aprender e seguir em frente", completou. No quarto set, o Brasil chegou a estar vencendo por 20/17 e ainda teve um contra-ataque desperdiçado por Murilo. Nas bolas seguintes, Giba falhou e, após cinco pontos consecutivos, os americanos abriram 22/20. Uma vantagem que a seleção não conseguiu mais reverter. Tranquilo após a partida, mas sem esconder o sentimento de frustração, Bernardinho leu em conversa com os jornalistas um poema que ele havia recitado para os jogadores na preleção de ontem. Chamado "Se", o poema foi escrito por Rudyard Kipling, e o treinador decidiu passar para os atletas uma mensagem que havia recebido do próprio pai. "A vida continua. Vou triste no avião, estou triste agora, mas a batalha continua. A vida não vai mudar na sua essência", finalizou o treinador. EFE |

|
|
|
Outras Notícias |
|
|
|
|
|