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Bernardinho leva Brasil a mais uma medalha olímpica |
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Domingo, 24 de agosto de 2008, 03h07 Divulgação  A seleção brasileira masculina de vôlei, considerada uma das mais vitoriosas na história dos esportes coletivos, completou dois ciclos olímpicos com muitas conquistas, como o bicampeonato mundial, um ouro nos Jogos de Atenas e uma prata em Pequim.
Durante todo esse tempo, a equipe foi vista como quase imbatível e ficou fora do pódio de uma competição apenas uma vez. Curiosamente, foi na Liga Mundial, que teve o Rio de Janeiro como palco da fase final. A história de vitórias do time comandando por Bernardinho começou no torneio de estréia do treinador, a Liga Mundial de 2001, cuja fase final foi disputada na Polônia. Na decisão, os brasileiros venceram os italianos por 3 sets a 0, com parciais de 25-15, 25-22 e 25-19. Aquele time contava com os levantadores Maurício e Ricardinho, o ponteiro Nalbert e o atacante Giovani, presentes também na conquista do Campeonato Mundial em 2002. No total, Bernardinho levou o Brasil ao heptacampeonato da Liga Mundial, dois títulos do Campeonato Mundial e da Copa do Mundo e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Além disso, comandou a equipe na campanha vitoriosa dos Jogos Olímpicos de Atenas. Porém, houve também algumas frustrações, como a eliminação na semifinal dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (República Dominicana), em 2003, para a Venezuela. Nesta competição, o Brasil terminou com a medalha de bronze, mas o tropeço serviu como combustível para as conquistas seguintes, principalmente o ouro na Grécia. A derrota fez com que os atletas entrassem na "zona de desconforto", termo usado pelo técnico Bernardinho para definir a motivação dos jogadores e o comprometimento com o sucesso. Antes de chegar a Pequim, a seleção teve de superar novas adversidades, como a polêmica dispensa do levantador Ricardinho, em 2007, e as contusões de Giba e Rodrigão, em 2008. Giba, com problemas no tornozelo, ficou três semanas afastado das quadras, enquanto Rodrigão parou por quatro meses, devido a uma cirurgia no joelho. Somando estes problemas com o baixo rendimento na fase final da Liga Mundial de 2008, em pleno Maracanãzinho, os campeões do mundo embarcaram para Pequim sob um olhar de desconfiança da torcida. O próprio Bernardinho admitiu, após a derrota para a Rússia na decisão pelo terceiro lugar, que a seleção atravessava seu "pior momento nos últimos oito anos". "Foi um golpe duro, passamos por um momento de insegurança. Derrotas sempre são prejudiciais, mas servem de motivação. É preciso tirar o melhor delas", disse. No entanto, durante o torneio olímpico, a equipe voltou a figurar entre as favoritas ao garantir o primeiro lugar em sua chave, com apenas uma derrota em sua campanha - para a Rússia por 3 sets a 1, parciais de 25/22, 24/26, 29/31 e 19/25. A fácil vitória sobre a China nas quartas-de-final por 3 a 0 (25/17, 25/15 e 25/16) e a virada para cima da Itália na semifinal por 3 a 1 (19-25, 25-18, 25-21 e 25-22) recuperaram o prestígio do Brasil para a decisão contra os americanos, partida que pode marcar a despedida de alguns jogadores, como Gustavo, Anderson e Serginho. EFE |

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